Estamos nós sujeitos à loucura do emaranhado de significados de outrem?

No final século XVIII, o poeta William Blake escreveu:

“Se as portas da percepção se desvelassem, cada coisa apareceria ao homem como é, infinita. Pois o homem se enclausurou a tal ponto que apenas consegue enxergar através das estreitas frestas de sua gruta”.

Hoje, quase 200 anos depois, a ciência tem evidenciado que Blake estava correto.

Nossa percepção de mundo é apenas uma abstração de uma realidade insuportavelmente complexa. Uma abstração a partir de mecanismos heurísticos de nossa mente, fortemente enviesados a partir de experiências, emoções e conceitos/significados aos quais estamos presos. Assim, vive-se numa confortável ilusão…

Diante desta “realidade”, pergunto:

O quanto do discurso daqueles cheios de verdades e valores absolutos não é apenas a simples expressão de uma pessoa iludida? Estaremos nós sujeitos à loucura do emaranhado de significados de outrem?

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